Feito por João, Maria, José, Joana… e você
A enciclopédia virtual, Wikipedia, pode despertar nos internautas sensações distintas. Há aqueles que acreditam que a ferramenta é ainda incipiente e, consequentemente, passiva de incertezas e incoerências. Entretanto, há outros que creem que o Wikipedia é tão eficiente quanto as mais famosas enciclopédias impressas.
O meio digital, hoje, é o único media efetivamente social, que possibilita a construção do conhecimento geral de maneira compartilhada. Isso, é claro, gera dúvidas à respeito do conteúdo veículado, justamente por não se conhecer o autor da obra, sua formação e suas demais experiências ao longo da vida. A impessoalidade da internet traz esta insegurança.
Todavia, novas tecnologias levam à novas percepções. O fato de não se acreditar nos vários indíviduos que formam este mundo é, de certa maneira, ultrapassado, pois provém da mecânica funcionalista emissor-receptor. Ou seja, a disseminação de conhecimento pode partir apenas daqueles poucos, bons e notórios. Atualmente, este modo de pensar não se encaixa aos novos padrões de comunicação. De acordo com o fundador da enciclopédia digital Wikipedia, Jimmy Wales, em entrevista à Época Negócios ressaltou que cada um de nós é especialista em algo e podemos contribuir com este conhecimento para a solidificação de um ambiente 2.0. Construir uma enciclopédia a partir de “anônimos” significa que, em primeiro lugar, é importante assumir a farsa da onipresença midiática. Em outras palavras, os meios de comunicação não podem estar em todos os lugares, a todo momento e, ainda por cima, saberem sobre todos os assuntos com uma propriedade divina.
Saber utilizar pessoas espalhadas mundo a fora, seus conhecimentos e perícias, é reconhecer o poder intrínseco da comunicação que todos partilham. Esta percepção do mundo informacional é essencial na cultura digital. Trabalhar a partir de antigos paradigmas em pleno século XXI é como tentar encaixar uma peça de quebra-cabeça no lugar errado.















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