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Archive for outubro 27, 2009

Tecnologia pode fazer mais mal do que bem

Pessoas eletrosensíveis sofrem ao serem expostas à campos eletromagnéticos

Por Mayara Martins

Para a maioria dos seres humanos, a tecnologia é sinônimo de conforto e melhorias. Para certas pessoas, porém, ela está associada a problemas médicos. Por muitos anos considerada problema psicológico, a eletrosensibilidade é uma espécie de alergia a tecnologia e seus campos magnéticos. Pessoas que sofrem deste problema podem apresentar sintomas como aceleração do ritmo cardíaco, crises de pânico, dores de cabeça, inchaço em regiões do corpo, entre outros sintomas. Há grande variação de sintomas de pessoa para pessoa o que dificulta a identificação do quadro.

Atualmente, quase todos os espaços públicos são preenchidos por ondas e campos eletromagnéticos gerados pela eletrecidade, celulares, microondas, redes wi fi; o que torna a vida dos eletrosensíveis muito complicada. Eles são obrigados a viver de forma isolada da sociedade: utilizam velas na iluminação, não falam ao telefone e também não conseguem utilizar o computador.  Segundo o site Paraná Online, uma britânica chamada Petra Smith sofre de sensibilidade elétrica extrema e não pode sequer entrar em um mercado para fazer suas compras.

debbie bird

Debbie Bird é outra britânica alérgica à campos eletromagnéticos. Debbie não consegue nem dirigir carros. Seu maior sintoma são nas pálpebras, que incham e chegam a atingir 3 vezes o tamanho normal. Para tentar resolver o problema, ela e seu marido vivem em uma espécie de “zona livre de influência eletromagnética”, não utilizam aparelhos eletrônicos, suas janelas possuem uma proteção especial e as paredes são pintadas com uma espécie de carbono. (Para ler um pouco mais sobre a condição de Debbie, clique aqui)

pálpebars inchadas
Pálpebras de Debbie Bird após exposição à campo eletromagnético

A eletrosensibilidade ainda não é uma doença oficialmente conhecida na maioria dos países, porém na Suécia é tratada como doença séria e o governo oferece ajuda aos doentes, como finaciamento para diminuir a exposição das pessoas, fios especiais instalados em suas casas e estas também podem ser cobertas com uma camada de alumínio, capaz de isolar o campo eletromagnético.

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