A tecnologia do imaginário
As semelhanças existentes entre os produtos ficcionais e as novas criações dos cientistas
Por Natally Gama
Não é de se estranhar as semelhanças que acontecem nos dias de hoje entre as tecnologias usadas em filmes de Sci-fi e os produtos que são concebidos pouco tempo depois. A série britânica Dr. Who é um dos exemplos, responsável não só por nos maravilhar com as aventuras intergalácticas de um “Senhor do Tempo” por meio de uma trama magistralmente escrita por Russel T. Davies, como também por nos apresentar uma série de inovações que muito se assemelham com as que temos ouvido falar por aí. Eis exemplos:
Chip Cerebral
Este tipo de advento é mostrado no episódio The Long Game, da 1º temporada da série desde que ela deixou de ser produzida no final da década de 90 (ela possui mais de 40 anos de existência). Na história, a personagem Adam Mitchell recebe por meio de uma cirurgia indolor um chip implantado no meio da testa, acionado por meio de um estalar de dedos. Com o software instalado, o seu cérebro se torna um computador, processando informações diversas só que sem retê-las.
Em nossa realidade, a empresa Cyberkinetics iniciou há alguns anos uma pesquisa similar com o chamado Braingate (portal do cérebro), que possibilita aos deficientes com imobilidade motora a comunicação por meio de um computador, seja apagando luzes, falando ao telefone e variáveis. A novidade ganhou uma matéria produzida pela emissora de TV ABC. Além deles, a Universidade de South Hampton, como já citado no blog pela colega Aline em seu post Troca de mensagens via web através da mente, desenvolveu um sistema de troca de mensagens pela mente.
Clonagem
A clonagem subdivide-se em dois segmentos distintos: a terapêutica,propalada mais recentemente pelas pesquisas com célula-tronco e a reprodutiva, utilizada na clonagem da ovelha Dolly e do cão Hound Snuppy. Se estamos reduzidos à clonagem de animais, em Dr. Who a clonagem de humanos é algo recorrente. Um dos exemplos se encontra em The Poison Sky, em que Martha Jones ganha um clone com um link mental às suas memórias.
EarPod
Criado como referência explícita ao Ipod, o EarPod tem em Dr. a função de fazer download de conteúdo informacional (como músicas, notícias e piadas diárias) direto no cérebro do usuário. Uma espécie de celular ultra-moderno.
Ciborgue
Os ciborgues são seres parte humanos e parte artificiais, que no programa de TV discutido são vistos em The Rise of The Cyberman. No entanto, para o britânico Kevin Warwick, se tornar um ciborgue não só é perfeitamente viável como se tornou uma obsessão muito próxima de ser realizada.
O professor de cibernética começou sua jornada para se tornar um ciborgue em 1998, ao implantar no braço esquerdo um chip de silício que lhe permite ser monitorado por um computador, ligar luzes e aquecedores e acessar e-mails. A meta agora é dentro de dez anos realizar uma cirurgia para ampliar as funções do eletrodo instalado em seu corpo, transferindo-o para o cérebro e conectando todos os seus sentidos em seu PC.





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