Computadores de faculdade oferecem riscos a pen drivers
Por Diego Pontes
É fato que os pen drivers e mp3 players, assim como os telefones celulares com banco de dados, estão entre as mais significativas contribuições da informática para a vida moderna. Afinal, nenhum outra tecnologia portátil (disquetes, CDs e DVDs) consegue transportar arquivos multimídia com tanta praticidade e velocidade. A enorme capacidade de armazenamento destes aparelhos também os destaca perante os demais: um pen drive como o Kingston DT 150, por exemplo, pode gravar cerca de 64 GB de arquivos de todos os formatos – o que corresponde ao poderio de um disco rígido de um computador pessoal.
No entanto, apesar de possuirem uma gama de vantagens, os pen drivers e similares estão longe de serem seguros. Uma vez que funcionam como HDs portáteis e entram em contato com computadores todos os dias, estes dispositivos estão sujeitos a poderosos vírus e malwares (aplicativos maliciosos que prejudicam o desempenho do disco rígido). Em locais dotados de rede coletiva e onde a quantidade de acessos é muito grande, como empresas, escolas e, principalmente, universidades, os riscos de infecção são ainda maiores.
O estudante de publicidade Brian Carravieri, 21 anos, fala sobre as conseqüências de um contato entre seu pen drive e um dos computadores da faculdade em que estuda. “Recentemente meu pen drive pegou trojans e worms no pc da faculdade. Por conta disso, meu notebook foi gravemente infectado e a única solução foi formatá-lo” – conta – “Depois dessa lição, aprendi a me proteger melhor em relação aos vírus provenientes dos pen-drivers”.
Proteger um pen drive de ameaças virtuais não é uma tarefa fácil. Isso porque, na maioria das vezes, é impossível saber se a máquina na qual o seu aparelho está conectado está infectada ou não. Além disso, alguns vírus, quando fixados no pen drive ou em um computador pessoal, são difíceis de se deletar. A única opção para o usuário comum acaba sendo a formatação, o que pode resultar na perda de documentos e arquivos.
Outro fator que contribui para proliferação dos vírus é o autorun. Esse arquivo, presente na maioria dos dispositivos móveis, ativa o processo de execução automática do Windows -responsável por ler mídias e aparelhos quando estes são inseridos no computador. No caso dos pen drivers, entretanto, esse procedimento pode significar um problema: se estes estiverem carregando alguma ameaça, o autorun será lido pelo sistema operacional e, imediatamente, executará o vírus dentro do pen drive. Consequentemente, esse vírus se espalhará pelo computador, danificando arquivos e atrapalhando funções do sistema.
Brian, que também é técnico em informática, acredita que a melhor resposta para esses problemas é a prevenção. “Infelizmente, a gente não pode saber quais máquinas tem vírus. O jeito é desabilitar a execução automática do Windows, usar um bom software para detectar Malwares em pen-drives – como o Pen Clean – e, por último, um anti-vírus eficiente , como o Kapersky ou o gratuito Avira“, afirma.
Aprenda a desabilitar a função autorun no link abaixo:
http://blog.euler.eti.br/dicas_tuto/pendrive-com-vrus-saiba-como-se-proteger
Vídeo Aula sobre remoção de vírus de pen drivers:
http://guteco.microlinscaico.com.br/?p=416
Outros links úteis:
http://blog.euler.eti.br/software/pen-clean-remova-os-vrus-do-pendrive
http://www.profissionaisdeweb.com/seguranca/como-tira-virus-do-seu-pen-drive-autoruninf/

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