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Posts Etiquetados ‘Tecnologia’

Carros brasileiros terão chip eletrônico instalado

novembro 25, 2009 Deixe um comentário

O acessório servirá para identificação dos veículos e também para combater roubos

Por Mayara Martins

Foi aprovada há algumas semanas pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) a obrigatoriedade da instalação de chips na frota veicular de todo território brasileiro. A medida visa identificar de forma padronizada todos os veículos brasileiros e desta forma obter informações de maneira mais rápida e atualizada, identificar veículos irregulares, além de proteger os veículos contra roubos.

“O programa tem como objetivo aprimorar a aplicação de multas de rodízio, o pagamento do IPVA e principalmente combater o crime organizado, o clone de veículos, furtos e roubos de carros”, afirma Roberto Scaringella, presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) em entrevista ao portal G1.

O chip será instalado no pára brisas do carros e terão seus sinais captados por antenas instaladas pelas cidades. Todos os dados serão sigilosos e de propriedade dos órgãos de trânsito e eventualmente da polícia. A implantação deve começar a ser feita durante o ano que vem e deve se estender por um período de até cinco anos.

Certas reclamações surgiram atestando falta de privacidade. Mas o fato é que esta tecnologia, chamada de Siniav (Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos), poderá ser uma aliada no combate aos crimes, à localização de veículos roubados e também às fraudes que ocorrem no sistema veicular brasileiro, uma vez que captará também informações sobre licenciamento, IPVA e multas atrasadas.

A tecnologia do imaginário

novembro 14, 2009 Deixe um comentário

As semelhanças existentes entre os produtos ficcionais e as novas criações dos cientistas

Por Natally Gama

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Não é de se estranhar as semelhanças que acontecem nos dias de hoje entre as tecnologias usadas em filmes de Sci-fi e os produtos que são concebidos pouco tempo depois. A série britânica Dr. Who é um dos exemplos, responsável não só por nos maravilhar com as aventuras intergalácticas de um “Senhor do Tempo” por meio de uma trama magistralmente escrita por Russel T. Davies, como também por nos apresentar uma série de inovações que muito se assemelham com as que temos ouvido falar por aí. Eis exemplos:

Chip Cerebral

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Este tipo de advento é mostrado no episódio The Long Game, da 1º temporada da série desde que ela deixou de ser produzida no final da década de 90 (ela possui mais de 40 anos de existência). Na história, a personagem Adam Mitchell recebe por meio de uma cirurgia indolor um chip implantado no meio da testa, acionado por meio de um estalar de dedos. Com o software instalado, o seu cérebro se torna um computador, processando informações diversas só que sem retê-las.

Em nossa realidade, a empresa Cyberkinetics iniciou há alguns anos uma pesquisa similar com o chamado Braingate (portal do cérebro), que possibilita aos deficientes com imobilidade motora a comunicação por meio de um computador, seja apagando luzes, falando ao telefone e variáveis. A novidade ganhou uma matéria produzida pela emissora de TV ABC. Além deles, a Universidade de South Hampton, como já citado no blog pela colega Aline em seu post Troca de mensagens via web através da mente, desenvolveu um sistema de troca de mensagens pela mente.

Clonagem

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A clonagem subdivide-se em dois segmentos distintos: a terapêutica,propalada mais recentemente pelas pesquisas com célula-tronco e a reprodutiva, utilizada na clonagem da ovelha Dolly e do cão Hound Snuppy. Se estamos reduzidos à clonagem de animais, em Dr. Who a clonagem de humanos é algo recorrente. Um dos exemplos se encontra em The Poison Sky, em que Martha Jones ganha um clone com um link mental às suas memórias.

EarPod

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Criado como referência explícita ao Ipod, o EarPod tem em Dr. a função de fazer download de conteúdo informacional (como músicas, notícias e piadas diárias) direto no cérebro do usuário. Uma espécie de celular ultra-moderno.

 

Ciborgue

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Os ciborgues são seres parte humanos e parte artificiais, que no programa de TV discutido são vistos em The Rise of The Cyberman. No entanto, para o britânico Kevin Warwick, se tornar um ciborgue não só é perfeitamente viável como se tornou uma obsessão muito próxima de ser realizada.

O professor de cibernética começou sua jornada para se tornar um ciborgue em 1998, ao implantar no braço esquerdo um chip de silício que lhe permite ser monitorado por um computador, ligar luzes e aquecedores e acessar e-mails. A meta agora é dentro de dez anos realizar uma cirurgia para ampliar as funções do eletrodo instalado em seu corpo, transferindo-o para o cérebro e conectando todos os seus sentidos em seu PC.

Tecnologia pode fazer mais mal do que bem

Pessoas eletrosensíveis sofrem ao serem expostas à campos eletromagnéticos

Por Mayara Martins

Para a maioria dos seres humanos, a tecnologia é sinônimo de conforto e melhorias. Para certas pessoas, porém, ela está associada a problemas médicos. Por muitos anos considerada problema psicológico, a eletrosensibilidade é uma espécie de alergia a tecnologia e seus campos magnéticos. Pessoas que sofrem deste problema podem apresentar sintomas como aceleração do ritmo cardíaco, crises de pânico, dores de cabeça, inchaço em regiões do corpo, entre outros sintomas. Há grande variação de sintomas de pessoa para pessoa o que dificulta a identificação do quadro.

Atualmente, quase todos os espaços públicos são preenchidos por ondas e campos eletromagnéticos gerados pela eletrecidade, celulares, microondas, redes wi fi; o que torna a vida dos eletrosensíveis muito complicada. Eles são obrigados a viver de forma isolada da sociedade: utilizam velas na iluminação, não falam ao telefone e também não conseguem utilizar o computador.  Segundo o site Paraná Online, uma britânica chamada Petra Smith sofre de sensibilidade elétrica extrema e não pode sequer entrar em um mercado para fazer suas compras.

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Debbie Bird é outra britânica alérgica à campos eletromagnéticos. Debbie não consegue nem dirigir carros. Seu maior sintoma são nas pálpebras, que incham e chegam a atingir 3 vezes o tamanho normal. Para tentar resolver o problema, ela e seu marido vivem em uma espécie de “zona livre de influência eletromagnética”, não utilizam aparelhos eletrônicos, suas janelas possuem uma proteção especial e as paredes são pintadas com uma espécie de carbono. (Para ler um pouco mais sobre a condição de Debbie, clique aqui)

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Pálpebras de Debbie Bird após exposição à campo eletromagnético

A eletrosensibilidade ainda não é uma doença oficialmente conhecida na maioria dos países, porém na Suécia é tratada como doença séria e o governo oferece ajuda aos doentes, como finaciamento para diminuir a exposição das pessoas, fios especiais instalados em suas casas e estas também podem ser cobertas com uma camada de alumínio, capaz de isolar o campo eletromagnético.

Em prol do meio ambiente

A natureza e a tecnologia podem (e devem) andar de mãos dadas

Por Natally Gama

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Em tempos em que a palavra sustentabilidade se torna um mantra intercontinental, cientistas e inventores correm atrás do lucro (e de uma vida mais saudável), na tentativa de angariar mais clientes para suas respectivas empresas.

Esta é uma realidade que nos premia com inúmeras criações artísticas e de origem das mais curiosas, algumas delas que podemos contemplar a seguir:

BLACKLE

O Blackle é um site de busca criado nos moldes do Google por uma empresa chamada Heap Media, com um intento aparentemente simples e ao mesmo tempo louvável: poupar energia. Com um design completamente preto, o Blackle demanda menos uso de energia do que uma página da internet convencional, e sua criação se deve em parte a um artigo de 2007 do blog ecoiron, que afirmava que um “Google preto” economizaria cerca de 750 mil MWh/hora por ano.

ECO4PLANET

Versão brasileira e aprimorada do Blackle. Criado em abril de 2008, o site de busca possui um blog, um perfil no twitter e uma meta de economia de energia de 7 milhões de kilowatts-hora ao ano. A página é composta por desenhos de árvores pretas e letras de fundo verde. A vantagem do Eco4planet em relação ao Blackle é o maior empenho ambiental do primeiro: a cada 50 mil pesquisas realizadas, é plantada uma muda de árvore. E quem quiser se candidatar a uma vaga de editor de conteúdo da empresa, eles também oferecem ajuda!

ASUS ECOBOOK

Ou popularmente conhecido como laptop de bambu. Definido pela agência Reuters como “eco-friendly”, o Asus foi criado pela companhia tailandesa Asustek Computer Inc e está em fase de aprimoramento, mas muitos já acreditam ser esta uma grande empreitada comercial, devido à fácil obtenção de matéria-prima. Resta saber se o gadget irá resistir à condições adversas de manutenção e ao calor dos microprocessadores.

CELULAR-FLOR

Esta sem dúvida é a solução mais inovadora deste post it e ao mesmo tempo a mais bizarra, tendo sido criada pela engenhosidade dos britânicos. Pesquisadores da Universidade de Warwick desenharam um protótipo de celular constituído de polímeros biodegradáveis, que uma vez enterrados, se transformam em pó e liberam uma semente de flor que já vem previamente inclusa no aparelho. A tecnologia já foi comprovadamente aplicável e só restam às empresas de companhia celular mostrar interesse em comercializá-la.

PAC-CAR II

Alternativa ideal para quem deseja se livrar da poluição em excesso e não conta com uma ampla garagem na calçada de casa. O protótipo do Pac-Car criado pelos suíços é capaz de rodar 5.385 quilômetros com apenas um litro de gasolina, pesando somente 30 quilos! (ok, talvez não seja o veículo ideal para aqueles acima do peso…). O motivo pelo qual o carro consome tão pouco do derivado do petróleo é o fato de seu principal combustível ser o hidrogênio.

Tecnologias auxiliam deficientes visuais

Apesar das dificuldades, deficientes conquistam inclusão com auxílio de novas ferramentas

Por Mayara Martins

Computadores utilizados no Instituto Luiz Braille para ensinar o alfabeto represetam avanço na alfabetização de crianças.

Computadores utilizados no Instituto Luiz Braille para ensinar o alfabeto represetam avanço na alfabetização de crianças.

Deficientes visuais, tanto aqueles com perda total da visão, como os que possuem visão subnormal, ou seja, aqueles com algum tipo de comprometimento de seu funcionamento visual; sofrem, além do preconceito, dificuldades para estabelecer comunicação com as demais pessoas e conteúdo produzido por elas. As dificuldades são muitas: ler livros, mandar e-mails, acessar a internet, redigir textos, manusear celulares e até realizar cursos pela web.


Inovações tecnológicas surgem com mais frequência atualmente, devido a estudos especializados na área. Todos os avanços que oferecem uma vida mais independente para essas pessoas são chamados de tecnologia assistiva.
Segundo José Carlos de Lima, vice-presidente do Instituto Jundiaiense Luiz Braille, que cuida da assistência aos deficientes visuais: “As novas tecnologias vêm facilitar a interação e a integração dos deficientes nos diversos segmentos sociais”. Um bom exemplo são os leitores que traduzem em áudio o conteúdo exibido na tela do computador e atualmente são produzidos com voz semelhante à humana, mais agradável ao ouvido.


Há também as lentes de aumento incorporadas na maioria dos computadores que utilizam Windows. Elas servem para aumentar o que é mostrado no visor, fator que facilita a visualização para pessoas que não enxergam detalhes muito pequenos.

Deficientes parciais

Prancha de leitura da Bonavision Auxílios Opticos proporciona maior comodidade ao leitor.
Prancha de leitura da Bonavision Auxílios Opticos proporciona maior comodidade ao leitor.

Além daqueles que perderam toda a visão ou já nasceram com deficiência visual total, há os que no decorrer da vida perdem parcialmente a vista, por motivos como diabete, catarata, glaucoma ou degeneração relacionada à idade. Do contrário do que se imagina, essa parcela dos deficientes visuais também sofre com a falta de acessibilidade à informação e inclusão perante a sociedade, e necessita de novos dispositivos para interagir com o restante da população.

De acordo com Minoru Nagahashi, gerente de informática da Fundação Dorina Nowill para Cegos e deficiente visual, a cidade de São Paulo “não foi pensada para pessoas com deficiência. Por isto as dificuldades vão desde atravessar a rua com segurança até conseguir se locomover com independência pela cidade” – conta.

São considerados deficientes parciais, os indivíduos que enxergam em um campo de visão abaixo de 20% no melhor dos olhos e segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, calcula-se que no Brasil, mais da metade dos deficientes visuais, tenham a visão subnormal. Portanto, eles precisam tanto de adaptações como os deficientes totais.
Uma das iniciativas recentes, foi a criação de uma prancha acoplada a uma lupa, criada por pesquisadores da Bonavision Auxílios Ópticos, empresa ligada a Universidade de São Paulo (USP). O produto proporciona conforto aos leitores, uma vez que mantém fixos o foco e a linha de leitura, sendo necessário que apenas o anel deslizante seja movido no sentido horizontal, ou então o trilho metálico no sentido vertical. Além disso, a inclinação de 45 graus reduz o esforço da coluna e tronco durante a leitura.

Há também um aparelho, o CCTV (Circuito Fechado de Televisão), que consiste numa lupa que aumenta em até 60 vezes imagens e letras e as exibe em uma tela eletrônica, auxiliando na leitura e estudo de textos, na escrita, na análise de mapas, entre outras coisas.
Felipe Leão Mianes, graduado em História, é deficiente visual e fala sobre a difusão destes novos meios: “É de certa forma boa, ainda que seja bem efetuada dentro de certos grupos específicos, principalmente nas grandes cidades e para aqueles que procuram saber um pouco mais sobre o tema”.

Deficientes totais

Modelo do celular B touch com inovador sistema touch screen em Braille.
Modelo do celular B touch com inovador sistema touch screen em Braille.

Para pessoas com cegueira total, existe já há algum tempo, uma impressora que gera documentos em Braille. Porém, essa ferramenta promovia uma espécie de isolamento da comunidade cega, por se tratar de uma linguagem muito específica deste grupo.

Pensando em tais problemas, estudiosos da Universidade Federal do Rio de Janeiro desenvolveram um sistema chamado Dosvox, funcional na maioria dos computadores, que estabelece comunicação entre homem e máquina, não apenas se utilizando da tradução literal. Seu grande diferencial é ser totalmente em português.

De acordo com José Carlos, são oferecidas diversas opções no mercado e de acordo com o poder aquisitivo do deficiente, muitas são acessíveis. Ele afirma que além dos softwares leitores de tela para uso em computador, há outros disponíveis: “Existem relógios que são precisos e falam as horas, aparelhos celulares com comando de voz, que lêem a agenda do aparelho, realizam discagem e informam dados perdidos”. Além disso, o vice-presidente do Instituto Jundiaiense Luiz Braille, frisa que embora sejam poucas as marcas de impressora Braille, elas estão se modernizando ao imprimir em dupla face, facilitando a leitura de desenhos e mapas.

Felipe fala das melhorias trazidas por novos aparelhos: “Se antes era muito difícil para um deficiente visual ter acesso a jornais, revistas e filmes, por exemplo, hoje em dia esta situação teve uma sensível melhora com o desenvolvimento de softwares e lentes específicas para que estas pessoas possam ter esse acesso mais facilmente garantido.” afirma.

Há, em andamento, outros projetos, mas, todos estrangeiros. O B touch é um celular desenvolvido com tela touch screen em Braille e sistema de reconhecimento de voz. Com o celular, desenvolvido por Zhenwei You, é possível até mesmo ler livros: ao passá-lo sobre a página, este a escaneia e a converte para Braille. Nossa equipe não conseguiu informações sobre o lançamento do aparelho no Brasil.

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