Carros brasileiros terão chip eletrônico instalado

novembro 25, 2009 Deixe um comentário

O acessório servirá para identificação dos veículos e também para combater roubos

Por Mayara Martins

Foi aprovada há algumas semanas pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) a obrigatoriedade da instalação de chips na frota veicular de todo território brasileiro. A medida visa identificar de forma padronizada todos os veículos brasileiros e desta forma obter informações de maneira mais rápida e atualizada, identificar veículos irregulares, além de proteger os veículos contra roubos.

“O programa tem como objetivo aprimorar a aplicação de multas de rodízio, o pagamento do IPVA e principalmente combater o crime organizado, o clone de veículos, furtos e roubos de carros”, afirma Roberto Scaringella, presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) em entrevista ao portal G1.

O chip será instalado no pára brisas do carros e terão seus sinais captados por antenas instaladas pelas cidades. Todos os dados serão sigilosos e de propriedade dos órgãos de trânsito e eventualmente da polícia. A implantação deve começar a ser feita durante o ano que vem e deve se estender por um período de até cinco anos.

Certas reclamações surgiram atestando falta de privacidade. Mas o fato é que esta tecnologia, chamada de Siniav (Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos), poderá ser uma aliada no combate aos crimes, à localização de veículos roubados e também às fraudes que ocorrem no sistema veicular brasileiro, uma vez que captará também informações sobre licenciamento, IPVA e multas atrasadas.

Vale a pena ver de novo?

novembro 23, 2009 Deixe um comentário

Até que ponto o YouTube resgata a realidade em vídeos e imagens ?

Por Derick Almeida e Diego Pontes

Que tal reviver aquele festival de rock que você curtiu tanto na década de 80 ? Ou quem sabe rever o último episódio da sua novela favorita, exibida pela última vez em 1995 no Vale a Pena Ver de Novo? E os desenhos que você assistia nos seus tenros seis anos de idade? Não sente saudade deles?

Isso tudo e muito, muito mais pode ser encontrado no YouTube. Lançado na rede em 2005, o site tem sido a principal referência dos internautas no que se refere ao combate à nostalgia. Ao capacitar os usuários a se tornarem emissores de informação, facilitar o compartilhamento de arquivos e permitir o armazenamento praticamente ilimitado de dados em diversos formatos, o YouTube possibilita um verdadeiro resgate do passado: milhões de videoclipes, seriados, novelas e filmes antigos são postados e visualizados no site todos os dias, satisfazendo os desejos saudosistas de pessoas do mundo todo, das mais variadas gerações.

O estudante de publicidade e propaganda André Bishoff da Cruz, 22 anos, assíduo frequentador do site, elogia essa função do canal e ressalta a importância da mesma na carreira que pretende seguir. “É uma invenção boa, pois resgata muitas coisas que ficaram esquecidas. É também um modo rápido e barato de reciclar ideias”, afirma. Entre os vídeos que André mais gosta de ver no YouTube estão os desenhos animados das décadas de 1980 e 1990 (He-Man, Thundercats, Cavaleiros do Zodíaco), quadros extintos de programas humorísticos (como “A Porta da Sacanagem“, do Domingão do Faustão) e propagandas e campanhas publicitárias antigas.

Será o fim da nostalgia? O professor de Teorias da Comunicação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Fernando Moraes, aponta os benefícios relativos a essa recuperação de dados antiquados. “O YouTube é uma revolução na maneira de fazer comunicação, pois permite questionar as noções de tempo e espaço. Vídeos de 30 anos atrás são resgatados e permanecem ‘vivos’ no site”, comenta.

Dessa maneira, o armazenamento ilimitado – e compartilhado – de informação, entretenimento e cultura promovido pelo site desperta o sentimento de saudosismo e a vontade de conhecer mais sobre o passado da humanidade.

Edilson Cazeloto, ex-docente da mesma disciplina no Mackenzie e professor titular do Programa de Mestrado em Comunicação da Universidade Paulista (Unip), reconhece os benefícios desse papel do YouTube. Todavia, ele questiona o real sentido do processo, que envolve o contexto da recepção dos vídeos na época do lançamento destes. “Ao assistir a um vídeo antigo do YouTube hoje, o espectador não compreende o real sentido daquilo. Na época em que ele foi transmitido originalmente, fazia parte de um contexto maior. Hoje, o que é transmitido no canal é um simulacro do passado”, enfatiza.

Para Cazeloto, esse simulacro sacia um falso desejo de nostalgia, pois, de fato, o tempo não volta. Contudo, o ato de visualizar os vídeos nos dias de hoje leva a uma interpretação completamente diferente, uma vez que estes estão despreendidos de seu contexto original. O indivíduo traz o vídeo à sua realidade e, desta maneira, as intenções da produção são perdidas.

O estudante de publicidade e técnico em informática Brian Carravieri, 21 anos, adorador das aberturas e encerramentos de seriados e desenhos animados de quando era criança, complementa o raciocínio do professor. “Apesar dos vídeos estarem disponíveis ali, eles não tem o mesmo valor de antes. É gostoso revê-los, porém não trazem as mesmas emoções”, afirma.

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Dependência de tecnologia

novembro 21, 2009 Deixe um comentário

Por Aline Rodrigues

Os vícios mais comuns entre as pessoas são em café, cigarro, drogas e álcool, mas existe um menos conhecido e estudado, o vício em tecnologia. Os viciados em tecnologia podem estar na sua família, na roda de amigos ou conhecidos e são denominados geeks, termo que designa os aficionados por tecnologia. As pessoas não percebem, mas com o tempo, ficam dependentes de tecnologia. Estão sempre com um celular, GPS, Mps (3,4,5,6,7,8,…) enquanto se deslocam pela cidade, isso quando não levam seus notebooks, tão fáceis de transportar pelo tamanho reduzido e leveza. Eles trocam de aprelho assim que um mais atual chega ao mercado, mesmo que o aparelho deles esteja novinho em folha. Os usuários que não conseguem ficar longe da internet também podem ser considerados viciados. É uma dependência como outra qualquer. 

Em entrevista para o IstoÉ Online, o psicoterapeuta Aderbal Vieira Jr. alerta: “Se esse consumo se tornar abusivo, com prejuízos financeiros, familiares, sociais ou profissionais, teremos então um distúrbio psíquico”. Na sua avaliação, a terapia psicodinâmica seria o tratamento mais indicado para a tecnodependência. Uma pesquisa rápida feita no site de relacionamentos Orkut mostra uma comunidade descrita como Viciados em tecnologia com 19.649 membros. Os tópicos são em sua maioria sobre dicas de produtos e softwares. O Jornal da Record fez uma reportagem especial sobre o assunto. Assista aqui.

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Comércio informal prejudica vendas do Windows 7

novembro 15, 2009 Deixe um comentário

Por Aline Rodrigues, Derick Almeida, Diego Pontes e Mayara Martins

Preços acessíveis fazem as vendas dos camelôs subirem e dão prejuízo a lojas convencionais

Crédito da Foto: G1

O novo Windows 7, lançado oficialmente no último dia 22 de outubro, veio para substituir o Windows Vista, programa que não rendeu nas vendas e foi pouco aceito pelo público. Porém, várias barracas de camelôs já comercializavam o produto um mês antes da data de lançamento oficial.

 

O preço do Windows 7 no comércio informal é de R$ 10 a R$ 20. O contraste de preço já é grande quando se observa o preço do software mais simples que está à venda: a versão Basic, que custa R$ 300. Já a versão mais cara, a Ultimate, custa em torno de R$700. Essa diferença de preço pode explicar porque as vendas no comércio ilegal são tão grandes, como explica o analista de sistemas Douglas Di Giorgio: “O prejuízo é imenso. Um software é vendido por R$250,00 a R$ 350,00. Já o software pirata é R$ 10,00. Já vi muitas empresas serem fechadas por não ter mais como manter seu estabelecimento”.

O setor de produtos multimídia de uma das filiais da Livraria Saraiva, localizada em Higienópolis, por exemplo, destaca que a venda do recém-chegado Windows 7 teve queda logo após os primeiros dias de forte comercialização. Além deste dado, Leandro, funcionário da rede varejista que não quis se identificar, destaca que o público interessado em comprar o software original é “composto por pessoas maduras, formadas, mais especificamente por empresários da região”, o que evidencia que a maioria dos jovens, por não possuir uma vida financeira independente e estável, acaba por consumir programas falsificados.

O estudante de publicidade André Bishoff da Cruz, 22 anos, comprou uma versão pirata do sistema operacional de um camelô da zona leste pelo preço de R$10. Segundo ele, os fatores que predominaram na hora de escolher entre um Windows 7 original ou falsificado foram o preço e a finalidade de uso. “Eu até pensei em comprar o original pelo preço que estava, pois achei que era barato se comparado ao do XP na sua época de lançamento (cerca de R$ 1.000). Mas estava sem grana neste mês” – comenta – “para o uso que eu faço, doméstico, acho que não tem necessidade de ter um original”. Já Guilherme Oliveira Goriel, 19 anos, também estudante de publicidade, é enfático quanto ao motivo que o levou a adquirir uma cópia pirata com um amigo. “O preço. É um absurdo o valor do original! Pode-se conseguir bem mais barato em qualquer camelô. E vai funcionar igual”.

De fato, as diferenças entre o software genuíno e o falso são mínimas. Todos os recursos da versão original estão presentes na pirata, com a exceção das atualizações oferecidas via internet pela Microsoft. É o que explica o técnico em informática Brian Carravieri. “A grande vantagem do Windows 7 original, assim como qualquer outro Windows original, são as atualizações automáticas. São elas que mantém o programa vivo ao disponibilizar atualizações vitais de segurança para o sistema operacional”.

A Microsoft, ainda a maior fabricante de softwares na área da informática, perdeu espaço ao longo dos últimos dez anos para empresas como a Apple. A corporação também perdeu mercado por conta do fracasso de vendas e insatisfação que representou o Windows Vista. As pré-encomendas do novo sistema operacional ultrapassaram as vendas de seu antecessor durante os primeiros três meses. “Trata-se do primeiro lançamento realmente significativo do Windows em uma década,” disse o analista Brendan Barnicle, da Pacific Crest Securities, à Reuters Television.

Por enquanto, o aumento nas vendas não deve impulsionar positivamente os números da empresa. A Microsoft anunciou, no último dia 23, uma queda no lucro trimestral de 18%. Porém, este resultado já surpreendeu alguns analistas. O que pode acabar com a expectativa de melhora nas vendas da Microsoft são as atividades do comércio informal brasileiro, que já equivaliam em 2008, segundo estudo feito pela economista Gisele Ferreira Tiryaki, a 44,36% do PIB. Os ambulantes conseguem o programa através da internet, onde funcionários da própria empresa que desenvolve o produto lançam na rede. De acordo com Douglas, há grande número de sites voltados ao download de softwares na rede virtual. Após utilizar os devidos recursos para a gravação dos programas em mídias DVD e CD – geralmente comercializadas a R$1,00 -, os camelôs vendem os softwares falsificados a R$10,00 e prosperam com a ineficiência das autoridades brasileiras.

Há de se lembrar que pirataria é crime. O uso de software e programas originais é recomendável.

A tecnologia do imaginário

novembro 14, 2009 Deixe um comentário

As semelhanças existentes entre os produtos ficcionais e as novas criações dos cientistas

Por Natally Gama

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Não é de se estranhar as semelhanças que acontecem nos dias de hoje entre as tecnologias usadas em filmes de Sci-fi e os produtos que são concebidos pouco tempo depois. A série britânica Dr. Who é um dos exemplos, responsável não só por nos maravilhar com as aventuras intergalácticas de um “Senhor do Tempo” por meio de uma trama magistralmente escrita por Russel T. Davies, como também por nos apresentar uma série de inovações que muito se assemelham com as que temos ouvido falar por aí. Eis exemplos:

Chip Cerebral

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Este tipo de advento é mostrado no episódio The Long Game, da 1º temporada da série desde que ela deixou de ser produzida no final da década de 90 (ela possui mais de 40 anos de existência). Na história, a personagem Adam Mitchell recebe por meio de uma cirurgia indolor um chip implantado no meio da testa, acionado por meio de um estalar de dedos. Com o software instalado, o seu cérebro se torna um computador, processando informações diversas só que sem retê-las.

Em nossa realidade, a empresa Cyberkinetics iniciou há alguns anos uma pesquisa similar com o chamado Braingate (portal do cérebro), que possibilita aos deficientes com imobilidade motora a comunicação por meio de um computador, seja apagando luzes, falando ao telefone e variáveis. A novidade ganhou uma matéria produzida pela emissora de TV ABC. Além deles, a Universidade de South Hampton, como já citado no blog pela colega Aline em seu post Troca de mensagens via web através da mente, desenvolveu um sistema de troca de mensagens pela mente.

Clonagem

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A clonagem subdivide-se em dois segmentos distintos: a terapêutica,propalada mais recentemente pelas pesquisas com célula-tronco e a reprodutiva, utilizada na clonagem da ovelha Dolly e do cão Hound Snuppy. Se estamos reduzidos à clonagem de animais, em Dr. Who a clonagem de humanos é algo recorrente. Um dos exemplos se encontra em The Poison Sky, em que Martha Jones ganha um clone com um link mental às suas memórias.

EarPod

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Criado como referência explícita ao Ipod, o EarPod tem em Dr. a função de fazer download de conteúdo informacional (como músicas, notícias e piadas diárias) direto no cérebro do usuário. Uma espécie de celular ultra-moderno.

 

Ciborgue

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Os ciborgues são seres parte humanos e parte artificiais, que no programa de TV discutido são vistos em The Rise of The Cyberman. No entanto, para o britânico Kevin Warwick, se tornar um ciborgue não só é perfeitamente viável como se tornou uma obsessão muito próxima de ser realizada.

O professor de cibernética começou sua jornada para se tornar um ciborgue em 1998, ao implantar no braço esquerdo um chip de silício que lhe permite ser monitorado por um computador, ligar luzes e aquecedores e acessar e-mails. A meta agora é dentro de dez anos realizar uma cirurgia para ampliar as funções do eletrodo instalado em seu corpo, transferindo-o para o cérebro e conectando todos os seus sentidos em seu PC.

Google lança sistema de GPS gratuito para celular

novembro 11, 2009 Deixe um comentário
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Sistema de GPS gratuito reforça a importância do compartilhamento de informações na Era digital

Por Derick Almeida

Uma das principais empresas do meio digital contemporâneo, a Google, lançou seus sistema de GPS. À princípio, o aplicativo estará disponível gratuitamente, apenas nos Estados Unidos da América, para os usuários do novo celular Droid, da Motorola – equipado com sistema operacional Android, também da Google. Após certo tempo de comercialização, segundo a empresa, os demais celulares também poderão dispor do programa.

O novo aplicativo conta com um programa detalhado de ruas ativado por comando de voz, que oferece rápidas e atualizadas informações sobre o o trânsito.

Os sistemas de navegação, até certo tempo atrás, podiam ser adquirdos apenas de duas maneiras: juntamente com os aparelhos de GPS , mediante pagamento de R$600 à R$ 1.200 – dependendo do modelo e suas  respectivas funções – e via download, também pago, para celulares . Ao perceber uma falha neste padrão de condução mercadológica,a Google, à luz de uma ideologia diferenciada e compatível com os interesses do publico na Era Digital, identificou uma chance para lançar seu sistema de GPS gratuito –

A ideia da empresa mostra um novo caminho para este nicho de mercado. De acordo com a Google, o sistema poderá ser financiado por anunciantes em um futuro próximo e, segundo o analista de mercado Greg Sterling em entrevista ao The New York Times, a aplicação desta tática – já impregnada na filosofia dos produtos e serviços da Google – afetará principalmente as tradicionais fabricantes de GPS.

Para levar a sério esta empreitada, a empresa considerou o celular como o suporte primordial das relações midáticas atualmente, ou seja, o aparelho que está mais próximo do cotidiano dos indivíduos, que possbilita maior mobilidade comunicativa e que dispõe de boa versatilidade funcional.


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Twitter ganha gadget exclusivo

Por Mayara Martins

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Um projeto iniciado na Califórnia em 2006, deu origem ao mais famoso comunicador da atualidade: o Twitter. A revolução causada pelo novo instrumento de troca de mensagens compactas foi grande e se tornou febre em pouco tempo, quase como aconteceu com o Orkut. Mas como se não bastasse o sucesso pelo computador, uma empresa norte americana lançou recentemente o Twitter Peek, uma espécie de smartphone exclusivo para twittar.

O sucesso desde seu lançamento é grande. É vendido em lojas como Amazon por preços que variam de 99 a 199 dólares. Com o aparelho é possível twittar de qualquer lugar dos Estados Unidos sem taxa de conexão. Também não há limite de updats por dia. O aparelho só está disponível nos Estados Unidos e não há previsão de quando deve chegar ao Brasil.

Alguns sites, como o Universo Wap, já sugerem que este possa ser um possível rival dos famosos torpedos SMS largamente utilizados aqui no Brasil, pois irá permitir uma conexão com mais pessoas, diversas atualização praticamente em tempo real e a um preço acessível.